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Um espaço para amigos…

Immortal Rain

Texto originalmente postado no Virtual Meinsanity (RIP) no dia 10 de dezembro de 2012.

Cuidado! Pode conter Spoilers! Do prólogo de 4 volumes…

“Finalmente… irei dormir sem sonhar…”

Immortal Rain, ou Meteor Methuselah, foi uma surpresa para mim. Acabei descobrindo-o sem querer, e posso dizer que estou completamente apaixonada pela obra e seus personagens.

O mangá começou a ser publicado em Setembro de 1999, e só acabou em Maio de 2010, com 11 volumes e 66 capítulos. É de autoria de Kaori Ozaki, tanto na estória quando na arte, e pode ser caracterizado como, digamos.uma deliciosa mistura de comédia, drama, romance e aventura, com um tanto de fantasia e ação, sendo ainda um shoujo. Ele foi publicado na América pela Tokyopop, e até acho que seria uma boa se fosse publicado por aqui, devido a grande aceitação que ele recebeu.

 
Enfim, o que tem de tão bom no título?

Jogue o Abel, o Vash, a imortalidade, uma garota tábua e um Haruka mais niilista num caldeirão, e você tem um mangá maluco cheio de mercenários atrás de um imortal. Uma estória bem simples, com alguns clichês, mas bastante cativante, que trata de amizades e tragédias com um toque bem sensível e sem perder a graça.

As pessoas da cidade estão inquietas, uma recompensa, maior que o prêmio da loteria, foi dada para que capturassem um “simples” homem. “Simples”? Aparentemente. Ninguém sabe a sua aparência, mas todos os chamam de Methuselah. Um homem que tem cravado em seu corpo a marca da imortalidade, com insanos 624 anos!

Logo no primeiro capítulo, como de costume, somos inseridos em ambiente incomum, de uma época indeterminada, que confunde o leitor com uma arquitetura bem simples e que não dão muitos detalhes, típica de um RPG, mas que mesmo assim possui construções atuais e até tecnologia um tanto típica do século passado.

Machika foi criada por seu avô e quer fazer as mesmas coisas que ele fazia, por isso se tornou uma caça-recompensas que procurava o mesmo homem que seu avô nunca conseguiu capturar: Rain, o imortal. Logo os dois protagonistas se conhecem, e, mesmo com várias dificuldades, Machika faz o possível para que nenhum outro assassino bote as mãos em sua presa.

Mas é aí que não só os leitores, mas a Machika também, começam a questionar o motivo da imortalidade de Rain.

“Todos nós sabíamos. Aquilo que caía do céu não eram estrelas, mas mísseis.”

Para entender a imortalidade de Rain, é preciso dar uma olhada no passado, quando nosso Methuselah e o tão odiado (e amado) Yuca Collabel, junto de Freya, viviam com órfãos e uma freira em uma igreja.

Uma pesquisa para a criação de uma arma orgânica estava sendo desenvolvida, e algumas cobaias eram necessárias. E Yuca tinha contato com os responsáveis. É aí em que a traição de Yuca, o melhor amigo de Rain, ocorre. A freira, sem opções, teve de concordar, e acabou aceitando a transferência das crianças do orfanato, não para um lugar melhor, mas para serem usadas como meros brinquedinhos de vários cientistas curiosos. Depois de toda essa análise, Yuca escolheu seu melhor amigo para manchar com seu sangue, o sangue de um “imortal”.

“Cravado em seu peito, está o dia em que nos encontraremos de novo.”

E por que Yuca fez isso? Porque, por incrível que pareça, ele possui o espírito de Methuselah. Ele carrega todas as lembranças de sua existência, vagamente, como em um sonho, e tem em sua vida, a consciência de que sua alma está destinada a reencarnar em um círculo sem fim, e então a caçada começa: Yuca diz que irá destruir o mundo se Rain não matá-lo todas as vezes em que ele renascer, então Rain irá sempre atrás dele para matá-lo.

Mas será que ele suportará a dor de ver seus amigos e pessoas queridas serem levadas em um piscar de olhos?

Inesperadamente, o que não nos parecia um romance, se torna em um. Machika e Rain acabam desenvolvendo uma relação forte que os separou várias vezes, mas ela volta mais forte para procurá-lo, e então lutar ao seu lado para acabar com Yuca.

E o nosso “vilão” reencarna. Na pele de um garotinho que nasceu de uma gravidez que matou a própria “mãe”, que o deu a luz com apenas dois meses!

“Machika… Se eu não tivesse te conhecido, teria eu me tornado
como ele e tentado destruir o mundo?
Desta vez irei te procurar, não importa a distância.
Eu caio do céu como o rastro de um meteoro…
Ou quem sabe… Um despejo de chuva.”

A arte de Kaori-sensei é suave, limpa e cheia de movimento, o que é bastante gostoso para quem está lendo, fazendo com que a obra valha ainda mais a pena ser lida.

A narração é rápida e ótima de entender, e logo você termina de ler os 6 primeiros volumes. E não devemos nos esquecer da comédia, que por sinal é bem light, portanto não atrapalha o clima. Deixa-o até equilibrado, eu diria, pois o mangá não fica nem tão dramático ou meloso.

“Se algum dia nos encontrarmos de novo…
E você ainda achar que a vida das pessoas possui significado, me mate.
Onde quer que eu esteja, em qualquer época em que eu viver,
me mate, de novo e de novo.
Se você o fizer, será capaz de proteger a vida.
Se não, todas as vezes em que eu nascer, tentarei destruir o mundo de novo.
Eu tentarei destruir o mundo.
Mas se você mudar, e desejar o niilismo, você será
capaz de cumprir o meu desejo: aniquilar a todos.
Eu lhe dou o poder. O poder de um anjo. Venha me pegar, Rain.
Por que você e eu… Nós somos amigos.”
 
Não deixem de visitar o site pessoal da autora clicando aqui.
 
Esse Yuca… Como ele pode ser tão incrível?!
Não consigo parar de tirar print dele toda vez que o vejo!
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2 Comentários

  1. Realmente um mangá que prende a atenção….infelizmente ainda não terminei de ler…pelo que parece…terei de aprender inglês primeiro T.T, mas li até o capitulo 18 e estava muito bommmmmmmm….acabei lendo um pouco em inglês mas li bem por cima pois não domino muito inglês, mas pretendo terminar de ler esse mangá fantasticoooooooo…bem que podiam fazer o anime também…fielmente é claro.

    • siup <333333
      aproveita pra aprender inglês lendo! aprendi muito assim! :3

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