Netotin do NETOIN!

Um espaço para amigos…

Copa’2014 com Netotin #2: Viva! Viva!

Viva, Costa Rica! Viva, Colômbia! (clique para ver o tamanho real)

Viva, Costa Rica! Viva, Colômbia!, por CGSN (clique para ver o tamanho real)

Netotin~netin!

Nenhum humano poderá explicar para Netotin o que está acontecendo no Brasil, enquanto as partidas são jogadas, as torcidas vão ao delírio, os petiscos acabam e as cervejas são consumidas em grande e absurda velocidade! Continuar lendo

Anúncios

Copa’2014 com Netotin #1: Brasil X Croácia

Netotin na área!

Netotin na área!

NetotinOlá!

O mascote mais fofo não morreu. Está vivo da silva aqui. Porém, não sou mais criança e a prova disto está aqui, pois Netotin irá compartilhar uma experiência interessante com você! Sim, Netotin narrará algumas partidas ou acontecimentos da Copa do Mundo de futebol, que é no Brasil!

Que tal isso? Hein? Hein? Hein?

E os trabalhos iniciarão com a partida que dá início para tudo. Em São Paulo, maior cidade brasileña e do hemisfério sul deste mundo humano, jogarão Brasil contra Croácia! Acompanhe abaixo algumas informações do Netotin para a partida. Isto é, se você puder…

~netin! Continuar lendo

Immortal Rain

Texto originalmente postado no Virtual Meinsanity (RIP) no dia 10 de dezembro de 2012.

Cuidado! Pode conter Spoilers! Do prólogo de 4 volumes…

“Finalmente… irei dormir sem sonhar…”

Immortal Rain, ou Meteor Methuselah, foi uma surpresa para mim. Acabei descobrindo-o sem querer, e posso dizer que estou completamente apaixonada pela obra e seus personagens.

O mangá começou a ser publicado em Setembro de 1999, e só acabou em Maio de 2010, com 11 volumes e 66 capítulos. É de autoria de Kaori Ozaki, tanto na estória quando na arte, e pode ser caracterizado como, digamos.uma deliciosa mistura de comédia, drama, romance e aventura, com um tanto de fantasia e ação, sendo ainda um shoujo. Ele foi publicado na América pela Tokyopop, e até acho que seria uma boa se fosse publicado por aqui, devido a grande aceitação que ele recebeu.

 
Enfim, o que tem de tão bom no título?

Jogue o Abel, o Vash, a imortalidade, uma garota tábua e um Haruka mais niilista num caldeirão, e você tem um mangá maluco cheio de mercenários atrás de um imortal. Uma estória bem simples, com alguns clichês, mas bastante cativante, que trata de amizades e tragédias com um toque bem sensível e sem perder a graça.

As pessoas da cidade estão inquietas, uma recompensa, maior que o prêmio da loteria, foi dada para que capturassem um “simples” homem. “Simples”? Aparentemente. Ninguém sabe a sua aparência, mas todos os chamam de Methuselah. Um homem que tem cravado em seu corpo a marca da imortalidade, com insanos 624 anos!

Logo no primeiro capítulo, como de costume, somos inseridos em ambiente incomum, de uma época indeterminada, que confunde o leitor com uma arquitetura bem simples e que não dão muitos detalhes, típica de um RPG, mas que mesmo assim possui construções atuais e até tecnologia um tanto típica do século passado.

Machika foi criada por seu avô e quer fazer as mesmas coisas que ele fazia, por isso se tornou uma caça-recompensas que procurava o mesmo homem que seu avô nunca conseguiu capturar: Rain, o imortal. Logo os dois protagonistas se conhecem, e, mesmo com várias dificuldades, Machika faz o possível para que nenhum outro assassino bote as mãos em sua presa.

Mas é aí que não só os leitores, mas a Machika também, começam a questionar o motivo da imortalidade de Rain.

“Todos nós sabíamos. Aquilo que caía do céu não eram estrelas, mas mísseis.”

Para entender a imortalidade de Rain, é preciso dar uma olhada no passado, quando nosso Methuselah e o tão odiado (e amado) Yuca Collabel, junto de Freya, viviam com órfãos e uma freira em uma igreja.

Uma pesquisa para a criação de uma arma orgânica estava sendo desenvolvida, e algumas cobaias eram necessárias. E Yuca tinha contato com os responsáveis. É aí em que a traição de Yuca, o melhor amigo de Rain, ocorre. A freira, sem opções, teve de concordar, e acabou aceitando a transferência das crianças do orfanato, não para um lugar melhor, mas para serem usadas como meros brinquedinhos de vários cientistas curiosos. Depois de toda essa análise, Yuca escolheu seu melhor amigo para manchar com seu sangue, o sangue de um “imortal”.

“Cravado em seu peito, está o dia em que nos encontraremos de novo.”

E por que Yuca fez isso? Porque, por incrível que pareça, ele possui o espírito de Methuselah. Ele carrega todas as lembranças de sua existência, vagamente, como em um sonho, e tem em sua vida, a consciência de que sua alma está destinada a reencarnar em um círculo sem fim, e então a caçada começa: Yuca diz que irá destruir o mundo se Rain não matá-lo todas as vezes em que ele renascer, então Rain irá sempre atrás dele para matá-lo.

Mas será que ele suportará a dor de ver seus amigos e pessoas queridas serem levadas em um piscar de olhos?

Inesperadamente, o que não nos parecia um romance, se torna em um. Machika e Rain acabam desenvolvendo uma relação forte que os separou várias vezes, mas ela volta mais forte para procurá-lo, e então lutar ao seu lado para acabar com Yuca.

E o nosso “vilão” reencarna. Na pele de um garotinho que nasceu de uma gravidez que matou a própria “mãe”, que o deu a luz com apenas dois meses!

“Machika… Se eu não tivesse te conhecido, teria eu me tornado
como ele e tentado destruir o mundo?
Desta vez irei te procurar, não importa a distância.
Eu caio do céu como o rastro de um meteoro…
Ou quem sabe… Um despejo de chuva.”

A arte de Kaori-sensei é suave, limpa e cheia de movimento, o que é bastante gostoso para quem está lendo, fazendo com que a obra valha ainda mais a pena ser lida.

A narração é rápida e ótima de entender, e logo você termina de ler os 6 primeiros volumes. E não devemos nos esquecer da comédia, que por sinal é bem light, portanto não atrapalha o clima. Deixa-o até equilibrado, eu diria, pois o mangá não fica nem tão dramático ou meloso.

“Se algum dia nos encontrarmos de novo…
E você ainda achar que a vida das pessoas possui significado, me mate.
Onde quer que eu esteja, em qualquer época em que eu viver,
me mate, de novo e de novo.
Se você o fizer, será capaz de proteger a vida.
Se não, todas as vezes em que eu nascer, tentarei destruir o mundo de novo.
Eu tentarei destruir o mundo.
Mas se você mudar, e desejar o niilismo, você será
capaz de cumprir o meu desejo: aniquilar a todos.
Eu lhe dou o poder. O poder de um anjo. Venha me pegar, Rain.
Por que você e eu… Nós somos amigos.”
 
Não deixem de visitar o site pessoal da autora clicando aqui.
 
Esse Yuca… Como ele pode ser tão incrível?!
Não consigo parar de tirar print dele toda vez que o vejo!

Diário dos Uivos #3: Sonhando com Netotins…

Sonhos da Loba…

No último diário, tentei explicar como se faz um Ebru (confiram aqui).

Agora irei tentar explicar (lol) como se faz um Apanhador de Sonhos.

Um apanhador de sonhos é uma mandala de cura que busca prender as coisas ruins do seu dia-a-dia, em sua teia. Assim sendo, seu real objetivo não é evitar pesadelos, mas jogar as energias ruins fora. É de origem indígena, e vocês podem encontrar algumas tribos que o usam na América do Norte e até mesmo aqui em nosso continente.

Diz-se que os sonhos revelam bastante da vida, e que interpretá-los é importante.

Nos Chippewa o material para criação do apanhador varia com a fase da vida do usuário, por exemplo para os bebês se usam ramos de salgueiro, e para adultos materiais mais firmes.

Kurapika não aprova esse post.

Diz-se que a aranha é a mãe do sol…

Me recordo vagamente de duas lendas sobre como os humanos tiveram contato com o apanhador de sonhos.

Na primeira, um homem sobe numa montanha e para ele aparece uma aranha, essa aranha faz o filtro dos sonhos em sua frente, e diz que se seguir o bem, o bem irá rodeá-lo, e se fizer coisas más, o mal voltará para ele. Então a finalidade do apanhador de sonhos irá depender do usuário.

Na outra lenda, uma senhora salvou uma aranha de ser morta pelo seu neto, e a aranha, agradecida, diz que irá ensiná-la a fazer um apanhador de sonhos. Ela dorme depois de ter aprendido, e penas de pombos e corvos ficam presas no apanhador…

Dependendo da tribo, o apanhador de sonhos acaba tendo algumas diferentas quanto ao significado e forma. É conhecido que o círculo muitas vezes representa o ciclo da vida em si, e a teia são os sonhos (aqui se encaixam seus sonhos da vida). O centro às vezes é vazio, é por lá onde as boas energias ficam. Em algumas tribos o círculo central é preenchido, muitas vezes por sementes.

A quantidade de linhas varia de acordo com a tribo e sua própria intenção. Os números mais utilizados e conhecidos são 7, 8 e 13. O apanhador de sonhos deve estar em uma janela ou em lugar que tenha contato com o sol, de preferência em seu quarto, onde dorme. Porque os raios da manhã o atingem e isso o purifica.

n-n-n-n-não é como se eu tivesse feito algum ritual, b-b-baka!

Se realmente quiser, pode fazer o ritual de consagração, purificação e energização. É claro, isso vai depender de sua intenção, pois alguns o usam como um instrumento decorativo.

Enfim, vamos para tecer as teias!

Vocês vão precisar de…

Algo que sirva como aro. Se encontrar ramos de salgueiro flexíveis, ótimo! Na verdade eu uso ramos de uma planta do jardim. E só pra constar, eles estão secos, okay? Diz-se que é bom agradecer às plantas quando se arranca uma parte viva delas. Você pode usar também um aro de qualquer coisa que não seja plástico. Quanto mais natural, melhor.

Algo que sirva como teia e que seja de fácil manuseio. Uso barbante branco e não recomendo fazer seu apanhador perto de um gato. Ah, e diz-se que as cores da linha importam. Então… procura significado das cores se quiser.

Penas se deseja enfeitar o seu apanhador. Cada pena tem uma simbologia, então se está interessado, faça uma pesquisa para descobrir para que cada pena serve. Não use penas sintéticas a não ser que realmente não se importe com o lado xamânico da coisa.

Miçangas e sementes. Isso se quiser enfeitar.

Primeiro quero deixar claro que minhas habilidades simétricas são um super lixo e que a forma final tem várias variações e você pode até ser original, o importante é respeitar sua intuição.

Para mostrá-los como fiz, tirei fotos e usei como apoio o meu joelhinho.

Passo #1

Antes de seguir esses passos, quando já tiver o aro em mãos, pegue a linha e tente criar uma área para que seu apanhador possa ser segurado.

Dê um nó e prenda a corda no aro. Depois, passe a linha por baixo do aro.

Agora boa sorte para compreender os passos seguintes.

Passo #2

Passo #3

Passo #4

Passo #5

Passo #6

Passo #7

Passo #8

Passo #9

E é isso. Pode ser meio estressante no começo mas depois dá pra ir pegando o jeito…

Err… os primeiros que fiz ficaram um lixo…

Essa pedra caiu. Até hoje to procurando. Sim, eu tentei prender a pedra só com corda.

E aí? Gostou?

~woof!